Haja coração...
Desculpem, mas hoje não tenho tempo de escrever mais do que: Viva Portugal!!!!!!!!!
Agora vou sair, procurar o coração que me saltou do peito e anda por aí desarvorado a festejar pelas ruas.
3 já cá cantam...
Hoje vi o jogo junto com amigos portistas e mais parecia estar no meio da claque de Angola. A conversa em Portugal de alguns mas quente na hora. O que vale é que os "finos" estalavam de gelados. Nuno Valente tocava na bola, elogios. Petit, Simão? Críticas a eles e à família. Entrada de Costinha e Maniche? _ Agora sim é que vamos ganhar por 3 ou 4. Perguntei-lhes se estavam por Portugal e envergonharam-se. Por pouco tempo que a clubite falou mais forte. Solução?
Juntei-me a alguns Angolanos que, por receio ou respeito, tinham os cachecóis de Portugal e Angola ao pescoço e eram muito menos críticos da nossa selecção que os meus amigos portugueses.
No final ainda ouvi um portista dizer ao outro: esta vitória foi porreira, vamos ter que falar mal dos nossos contra o Irão. Parece resultar.Moral? Cada um torce como mais lhe convém.
VIVA PORTUGAL!
Este post é sobre a realidade italiana, obviamente.
Não estamos a falar do dono dos andrades.«[…]Luciano Moggi, director-geral da Juventus desde 1994, montou uma teia criminosa que estendia o seu raio de acção a vários sectores do futebol e da sociedade italiana. A investigação tem por base escutas telefónicas realizadas a Moggi e seus cúmplices.[…]»
Não estamos a falar do ex-árbitro António Garrido.
«A peça mais importante da enorme teia construída por Luciano Moggi chama-se Massimo De Santis, o árbitro italiano com mais prestígio na era pós-Collina (Santis era um dos árbitros nomeados para o Mundial da Alemanha, mas foi afastado na sequência do escândalo).[…]Santis, que conduz um Jaguar, tinha uma influência decisiva na elaboração das listas de árbitros que eram promovidos ou despromovidos no final de cada época. Além de Santis, outros oito árbitros foram suspensos. As escutas telefónicas revelam que a teia de Moggi/Santis não se limitava a assegurar arbitragens favoráveis à Juventus e clubes aliados (como a Lázio ou o Messina). Também se preocupavam em afundar clubes inimigos (como o Bolonha) e em massacrar com cartões amarelos e vermelhos os jogadores – defesas, sobretudo – das equipas que nas jornadas seguintes defrontavam a Juventus, de forma a que pelo menos um deles ficasse impedido de jogar.»
Não estamos a falar do jornal desportivo do Oliveira, nem dos canais televisivos que negoceiam com a Olivedesposrtos o exclusivo das transmissões dos jogos.
«A influência de Moggi chegava ao ponto de controlar “Il Processo di Biscardi”, um programa muito popular – transmitido à segunda-feira pelo canal La7 da televisão italiana – onde se fazia a análise das jogadas mais duvidosas do fim-de-semana. Numa das conversas telefónicas, ouve-se Moggi a dar instruções a Biscardi para que um golo que a Juventus marcou em claríssimo fora-de-jogo fosse transformado num “lance duvidoso, um erro compreensível do árbitro”.»
Não estamos a falar de dirigentes desportivos que compram árbitros com prostitutas.
«Moggi iniciou-se na carreira de dirigente desportivo profissional na década de 70. Passou por vários clubes, incluindo Roma, Lázio, Torino, Nápoles e, desde 1994, Juventus. A passagem pelo Torino ficou marcada, aliás, pelo primeiro escândalo. Uma investigação jornalística revelou, na altura, que Moggi contratara várias prostitutas para “adocicar” os árbitros dos jogos do Torino na Taça UEFA de 1991/92. […] Uma das prostitutas, Monica Morini, revelou que tinha sido contratada para “fazer companhia” a um senhor estrangeiro – um dos árbitros – hospedado num hotel da cidade. […]»
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As citações são retiradas do jornal "O Jogo".
HMémnon, Quarta-feira, Maio 31, 2006,
http://as2x3.blogspot.com/Foto de Sara Lando